sábado, abril 24, 2010
Noites de Tédio
É tarde da noite
E Piaf não se cala
As palavras são açoites
E fustigam minha alma
Noite fria
Olhos úmidos
Cama vazia
Entregue, aguardo o sono chegar
Não há outro remédio
Quase não há mais forças para lutar
Contra noites assim repletas de tédio
segunda-feira, abril 12, 2010
Um minuto a mais, um minuto a menos
Sinto a vida se esvaindo
Lentamente
Não que eu vá morrer agora
Não
Ao menos não sinto isto
Bom
No entanto vejo o tempo se esgotando
Aos poucos, bem aos poucos...
Minuto após minuto até o alvorecer vou contando
E o que me faz entristecer
Não é saber que um dia chegará o fim
Mas sim
Perceber que há um minuto a menos para eu lhe ter
segunda-feira, dezembro 28, 2009
O meu amor
O amor que por ti sinto, não se expressa em palavras
Não se pesa em quilos, nem se mensura em metros
Não se resume a atos nem gestos
Meu amor não tem data de validade
Eterno e infinito, assim ele é, belo, sem medo nem vaidade
Sendo assim, por que se preocupar com o tempo que passa?
Um ano, dez anos... que diferença faz?
O importante é que a cada pôr-do-sol te amo mais
Nesta vida, nosso amor é tudo o que me importa
Crescendo, rumo ao infinito, sem volta
Então por que se apegar a detalhes se é impossível não notar meu amor?
Meus olhos ele faz brilhar
Meu coração ele faz pulsar
Minha intensão não é apenas demonstrar tudo isto
Mas sim, fazer você sentir tão intenso e profundo quanto sinto
Não se pesa em quilos, nem se mensura em metros
Não se resume a atos nem gestos
Meu amor não tem data de validade
Eterno e infinito, assim ele é, belo, sem medo nem vaidade
Sendo assim, por que se preocupar com o tempo que passa?
Um ano, dez anos... que diferença faz?
O importante é que a cada pôr-do-sol te amo mais
Nesta vida, nosso amor é tudo o que me importa
Crescendo, rumo ao infinito, sem volta
Então por que se apegar a detalhes se é impossível não notar meu amor?
Meus olhos ele faz brilhar
Meu coração ele faz pulsar
Minha intensão não é apenas demonstrar tudo isto
Mas sim, fazer você sentir tão intenso e profundo quanto sinto
terça-feira, dezembro 18, 2007
Promessa
Prometi de amor não morrer
Isto fora antes de te conhecer
Hoje sem titubear quebro a promessa
E se te perco morro depressa
Pois sem você nada faz sentido
Minha vida seria moinho sem água nem vento
Um mar de tormentos
Noite sem luar, praia sem o mar
Sem você sou poesia sem amor
Sou apenas solidão e dor
Isto fora antes de te conhecer
Hoje sem titubear quebro a promessa
E se te perco morro depressa
Pois sem você nada faz sentido
Minha vida seria moinho sem água nem vento
Um mar de tormentos
Noite sem luar, praia sem o mar
Sem você sou poesia sem amor
Sou apenas solidão e dor
segunda-feira, setembro 03, 2007
Desculpa...
Sei que agora já não adianta palavra.
Sei que ato algum mudará o que já foi feito.
Sei que quebrei minha promessa, minha jura, minha palavra.
Sei que te fiz sofrer, que te magoei.
Te peço desculpas por tudo isto.
Peço desculpas por ser tão imprudente, tão irresponsável.
Sei que será difícil ou até impossível, mas imploro teu perdão.
Sei que para nós talvez já não haja mais volta.
Sei que se houver, não será a mesma coisa.
Sei que para sempre irás duvidar de mim.
Mesmo assim imploro teu perdão.
Não queria que fosse assim. Não sei o que deu em mim.
Agora sei que chegou o meu fim.
Não há limite para minha dor.
Não terá fim o meu amor.
Me desculpa, porque eu nunca irei me desculpar...
Sei que ato algum mudará o que já foi feito.
Sei que quebrei minha promessa, minha jura, minha palavra.
Sei que te fiz sofrer, que te magoei.
Te peço desculpas por tudo isto.
Peço desculpas por ser tão imprudente, tão irresponsável.
Sei que será difícil ou até impossível, mas imploro teu perdão.
Sei que para nós talvez já não haja mais volta.
Sei que se houver, não será a mesma coisa.
Sei que para sempre irás duvidar de mim.
Mesmo assim imploro teu perdão.
Não queria que fosse assim. Não sei o que deu em mim.
Agora sei que chegou o meu fim.
Não há limite para minha dor.
Não terá fim o meu amor.
Me desculpa, porque eu nunca irei me desculpar...
quarta-feira, março 14, 2007
Houve um tempo em que as coisas eram mais simples.
Correr, brincar, ouvir e contar histórias...
No máximo estudar um pouquinho!
Hoje tudo é tão diferente.
Tão complexo!
E o tempo onde foi parar?
E o futuro quando vai chegar?
Os anos seguem a passar.
E você o que faz? Você vive?
Ou apenas sobrevive?
Trabalhar, estudar, contas a pagar...
Ser isso, ser aquilo...
Ter mais, poder mais...
É tanta preocupação!
Cadê meu carrinho, mãe?
Correr, brincar, ouvir e contar histórias...
No máximo estudar um pouquinho!
Hoje tudo é tão diferente.
Tão complexo!
E o tempo onde foi parar?
E o futuro quando vai chegar?
Os anos seguem a passar.
E você o que faz? Você vive?
Ou apenas sobrevive?
Trabalhar, estudar, contas a pagar...
Ser isso, ser aquilo...
Ter mais, poder mais...
É tanta preocupação!
Cadê meu carrinho, mãe?
quinta-feira, fevereiro 08, 2007
Confidência
Na imensidão azul do teu mar,
meu coração fez morada.
A linda ninfa que me ensinara a amar,
também está enamorada.
Sentado na areia,
olhar perdido no horizonte,
ouço um canto de sereia,
da loucura, minha fonte.
Saudade dói na alma,
o pranto não cessa.
Agora falta pouco, calma,
não tenhas pressa.
Para revê-la: cruzo mares,
o arco-íris atravesso,
vôo pelos ares,
estou apaixonado, eu confesso!
meu coração fez morada.
A linda ninfa que me ensinara a amar,
também está enamorada.
Sentado na areia,
olhar perdido no horizonte,
ouço um canto de sereia,
da loucura, minha fonte.
Saudade dói na alma,
o pranto não cessa.
Agora falta pouco, calma,
não tenhas pressa.
Para revê-la: cruzo mares,
o arco-íris atravesso,
vôo pelos ares,
estou apaixonado, eu confesso!
quarta-feira, janeiro 17, 2007
Você
Você é tudo pra mim
Meu início e meu fim
O ar que respiro
O suor que transpiro
Meu alimento
Meu sustento
Todo o meu desejo
Tudo que almejo
Em quem penso todo o tempo
Até sentir-me em um céu escampo
Quem deu voz ao meu sentimento
Quem pôs fim ao meu tormento
Você é meu primeiro amor
Meu único e último amor
Meu início e meu fim
O ar que respiro
O suor que transpiro
Meu alimento
Meu sustento
Todo o meu desejo
Tudo que almejo
Em quem penso todo o tempo
Até sentir-me em um céu escampo
Quem deu voz ao meu sentimento
Quem pôs fim ao meu tormento
Você é meu primeiro amor
Meu único e último amor
segunda-feira, novembro 20, 2006
Sonho Acordado
De ti, não consigo
me aproximar sem querer te beijar
Só penso em lhe ter comigo
Ao teu lado, dormir e acordar
Vejo você sentada
E quero sentar-me perto
A sala, com teu cheiro, fica perfumada
Quero você e não sei se é certo
Sonho acordado
Ouvindo tua voz
Pelo teu olhar, hipnotizado
Acho que estamos a sós
Pego-lhe pelo braço
No calor do momento
Beijo-lhe a boca, o pescoço...
Desperto, deste breve sonho, contente
Fito você ainda sentada
E fecho os olhos para lhe ter novamente
me aproximar sem querer te beijar
Só penso em lhe ter comigo
Ao teu lado, dormir e acordar
Vejo você sentada
E quero sentar-me perto
A sala, com teu cheiro, fica perfumada
Quero você e não sei se é certo
Sonho acordado
Ouvindo tua voz
Pelo teu olhar, hipnotizado
Acho que estamos a sós
Pego-lhe pelo braço
No calor do momento
Beijo-lhe a boca, o pescoço...
Desperto, deste breve sonho, contente
Fito você ainda sentada
E fecho os olhos para lhe ter novamente
Lembranças
O olhar se perde no horizonte
Perdido num mundo de pensamentos
As lembranças tomam conta da mente
Quanta saudade dos velhos tempos
No cais, via o sol poente
Na praia, vivia bons momentos
Sozinho ou entre amigos, caminhando em meio a um mar de gente
Por instantes adormecia meus tormentos
Tantas pessoas que conheci
Muitas histórias a serem contadas
De muitas até hoje não esqueci
Algumas, como pegadas na areia, foram apagadas
Perdido num mundo de pensamentos
As lembranças tomam conta da mente
Quanta saudade dos velhos tempos
No cais, via o sol poente
Na praia, vivia bons momentos
Sozinho ou entre amigos, caminhando em meio a um mar de gente
Por instantes adormecia meus tormentos
Tantas pessoas que conheci
Muitas histórias a serem contadas
De muitas até hoje não esqueci
Algumas, como pegadas na areia, foram apagadas
quarta-feira, setembro 13, 2006
Indecisão
Eu não sei o que quero
Na verdade,
Quero tudo e não quero nada
Quero o barulho ensurdecedor de um grito mudo
Quero a solidão em meio à multidão
Quero o calor das frias noites de inverno
Quero a escuridão das tardes ensolaradas
Não sei se lhe quero como penso
Ou se não lhe quero como digo
Assim como nego que te quero
Digo a todos o contrário, pois,
Quero choro sem lágrimas
Quero amor sem dor
Quero saudade sem ausência
Quero a sapiência da inexperiência
Quero o alvorecer de um velho dia
Eu não sei o que quero
Eu não sei...
sexta-feira, setembro 01, 2006
Sem Inspiração
Uma única lágrima
Triste e solitária
Despencou face abaixo
Embalada por um Blues
Contornou a maçã do rosto
E caiu sobre o papel
No papel um poema a ser terminado
Mais um gole na bebida
Em um anseio de inspiração
Penso, tento
É forte o sentimento
Mas não consigo ir adiante
Apago a luz e deixo o Blues ecoar na mente
Fraquejo, não contenho o pranto
Triste e solitária
Despencou face abaixo
Embalada por um Blues
Contornou a maçã do rosto
E caiu sobre o papel
No papel um poema a ser terminado
Mais um gole na bebida
Em um anseio de inspiração
Penso, tento
É forte o sentimento
Mas não consigo ir adiante
Apago a luz e deixo o Blues ecoar na mente
Fraquejo, não contenho o pranto
terça-feira, maio 30, 2006
Sozinhos, Não, Ainda Temos a Nós

Não importa que ele tenha nos dado as costas
Façamos nós o nosso caminho
Ainda temos uns aos outros
Temos nossa sapiência
Nossa bravura
Sozinhos, nossa voz não passa de um sussurro no caos sonoro
Juntos, nossa voz é um grito no silêncio
Um grito que ecoa no subconsciente de cada pessoa
E faz o tempo parar por um instante
E na eternidade deste momento em que o tempo pára
Despertamos nossas mentes
Dessa dormência que nos fora induzida por séculos
Vemos o mundo com perspicuidade
E percebemos que somos os senhores dos nossos destinos
Nos damos conta de que o verdadeiro poder está em nossas mãos
Que em nossas vidas, nada nos é concedido
Tudo, conquistado
Mas depois que o tempo volta a correr
Muitos esquecem de tudo
Voltando à mediocridade e à acomodação
Àquela situação submissa em que nada está bom
No entanto, nada é feito para reverter o quadro
Juntos podemos mudar o curso desta jornada
Despertar permanentemente mais mentes
Sozinhos o fracasso é provável
Juntos, podemos tomar as rédeas e conduzir, não só nossas vidas,
Mas também a de muitos outros, de nações, de mundos...
Por novos caminhos
Onde os grilhões e as algemas que ainda prendem o pensamento
Devem ser arrebentados
Onde as diferenças que geram dor e sofrimento
Devem cessar
Onde as máscaras que disfarçam mentiras e ilusões
Devem cair
Aí, somente os verdadeiros revolucionários seguirão em frente
Subversivos de mente, alma, corpo e coração
domingo, maio 28, 2006
O céu chora de felicidade
...E no final do dia, uma chuva para lavar a alma
Foi como se o céu chorasse
Comovido com minha alegria
Uma alegria louca
Pois naquele momento o mundo me pareceu mais belo
Ali, senti que ainda é possível fazer desta Terra
Um lugar melhor, mais justo
Um amálgama de saudade, tristeza, inquietude e revolta
Acabara de ser sufocado
Derrotado por uma alegria oriunda de dois singelos atos
Ajudar algumas pessoas e rever uma, em especial
Foi como se o céu chorasse
Comovido com minha alegria
Uma alegria louca
Pois naquele momento o mundo me pareceu mais belo
Ali, senti que ainda é possível fazer desta Terra
Um lugar melhor, mais justo
Um amálgama de saudade, tristeza, inquietude e revolta
Acabara de ser sufocado
Derrotado por uma alegria oriunda de dois singelos atos
Ajudar algumas pessoas e rever uma, em especial
segunda-feira, maio 01, 2006
Anfitrião
Eles recém partiram e a saudade já bate à minha porta
Entra sem pedir licensa e toma conta de tudo
Foi apenas um final de semana, uma cidade, um mundo
Apesar das brigas e das discussões
Eu os amos, são meus amigos, meus irmãos
Conversas, festas, brincadeiras...
Os bons momentos prevalecem
Somente a ausência deles me entristece
Não sei como agradecer, nem como retribuir
A amizade, as risadas e gargalhadas...
Logo após a despedida
Já aumentava a expectativa
De um dia tê-los aqui novamente
Com o peito tomado de saudade
E os olhos de lágrimas
Agradeço de coração
Obrigado, meus irmãos
Entra sem pedir licensa e toma conta de tudo
Foi apenas um final de semana, uma cidade, um mundo
Apesar das brigas e das discussões
Eu os amos, são meus amigos, meus irmãos
Conversas, festas, brincadeiras...
Os bons momentos prevalecem
Somente a ausência deles me entristece
Não sei como agradecer, nem como retribuir
A amizade, as risadas e gargalhadas...
Logo após a despedida
Já aumentava a expectativa
De um dia tê-los aqui novamente
Com o peito tomado de saudade
E os olhos de lágrimas
Agradeço de coração
Obrigado, meus irmãos
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