Você é tudo pra mim
Meu início e meu fim
O ar que respiro
O suor que transpiro
Meu alimento
Meu sustento
Todo o meu desejo
Tudo que almejo
Em quem penso todo o tempo
Até sentir-me em um céu escampo
Quem deu voz ao meu sentimento
Quem pôs fim ao meu tormento
Você é meu primeiro amor
Meu único e último amor
quarta-feira, janeiro 17, 2007
segunda-feira, novembro 20, 2006
Sonho Acordado
De ti, não consigo
me aproximar sem querer te beijar
Só penso em lhe ter comigo
Ao teu lado, dormir e acordar
Vejo você sentada
E quero sentar-me perto
A sala, com teu cheiro, fica perfumada
Quero você e não sei se é certo
Sonho acordado
Ouvindo tua voz
Pelo teu olhar, hipnotizado
Acho que estamos a sós
Pego-lhe pelo braço
No calor do momento
Beijo-lhe a boca, o pescoço...
Desperto, deste breve sonho, contente
Fito você ainda sentada
E fecho os olhos para lhe ter novamente
me aproximar sem querer te beijar
Só penso em lhe ter comigo
Ao teu lado, dormir e acordar
Vejo você sentada
E quero sentar-me perto
A sala, com teu cheiro, fica perfumada
Quero você e não sei se é certo
Sonho acordado
Ouvindo tua voz
Pelo teu olhar, hipnotizado
Acho que estamos a sós
Pego-lhe pelo braço
No calor do momento
Beijo-lhe a boca, o pescoço...
Desperto, deste breve sonho, contente
Fito você ainda sentada
E fecho os olhos para lhe ter novamente
Lembranças
O olhar se perde no horizonte
Perdido num mundo de pensamentos
As lembranças tomam conta da mente
Quanta saudade dos velhos tempos
No cais, via o sol poente
Na praia, vivia bons momentos
Sozinho ou entre amigos, caminhando em meio a um mar de gente
Por instantes adormecia meus tormentos
Tantas pessoas que conheci
Muitas histórias a serem contadas
De muitas até hoje não esqueci
Algumas, como pegadas na areia, foram apagadas
Perdido num mundo de pensamentos
As lembranças tomam conta da mente
Quanta saudade dos velhos tempos
No cais, via o sol poente
Na praia, vivia bons momentos
Sozinho ou entre amigos, caminhando em meio a um mar de gente
Por instantes adormecia meus tormentos
Tantas pessoas que conheci
Muitas histórias a serem contadas
De muitas até hoje não esqueci
Algumas, como pegadas na areia, foram apagadas
quarta-feira, setembro 13, 2006
Indecisão
Eu não sei o que quero
Na verdade,
Quero tudo e não quero nada
Quero o barulho ensurdecedor de um grito mudo
Quero a solidão em meio à multidão
Quero o calor das frias noites de inverno
Quero a escuridão das tardes ensolaradas
Não sei se lhe quero como penso
Ou se não lhe quero como digo
Assim como nego que te quero
Digo a todos o contrário, pois,
Quero choro sem lágrimas
Quero amor sem dor
Quero saudade sem ausência
Quero a sapiência da inexperiência
Quero o alvorecer de um velho dia
Eu não sei o que quero
Eu não sei...
sexta-feira, setembro 01, 2006
Sem Inspiração
Uma única lágrima
Triste e solitária
Despencou face abaixo
Embalada por um Blues
Contornou a maçã do rosto
E caiu sobre o papel
No papel um poema a ser terminado
Mais um gole na bebida
Em um anseio de inspiração
Penso, tento
É forte o sentimento
Mas não consigo ir adiante
Apago a luz e deixo o Blues ecoar na mente
Fraquejo, não contenho o pranto
Triste e solitária
Despencou face abaixo
Embalada por um Blues
Contornou a maçã do rosto
E caiu sobre o papel
No papel um poema a ser terminado
Mais um gole na bebida
Em um anseio de inspiração
Penso, tento
É forte o sentimento
Mas não consigo ir adiante
Apago a luz e deixo o Blues ecoar na mente
Fraquejo, não contenho o pranto
terça-feira, maio 30, 2006
Sozinhos, Não, Ainda Temos a Nós

Não importa que ele tenha nos dado as costas
Façamos nós o nosso caminho
Ainda temos uns aos outros
Temos nossa sapiência
Nossa bravura
Sozinhos, nossa voz não passa de um sussurro no caos sonoro
Juntos, nossa voz é um grito no silêncio
Um grito que ecoa no subconsciente de cada pessoa
E faz o tempo parar por um instante
E na eternidade deste momento em que o tempo pára
Despertamos nossas mentes
Dessa dormência que nos fora induzida por séculos
Vemos o mundo com perspicuidade
E percebemos que somos os senhores dos nossos destinos
Nos damos conta de que o verdadeiro poder está em nossas mãos
Que em nossas vidas, nada nos é concedido
Tudo, conquistado
Mas depois que o tempo volta a correr
Muitos esquecem de tudo
Voltando à mediocridade e à acomodação
Àquela situação submissa em que nada está bom
No entanto, nada é feito para reverter o quadro
Juntos podemos mudar o curso desta jornada
Despertar permanentemente mais mentes
Sozinhos o fracasso é provável
Juntos, podemos tomar as rédeas e conduzir, não só nossas vidas,
Mas também a de muitos outros, de nações, de mundos...
Por novos caminhos
Onde os grilhões e as algemas que ainda prendem o pensamento
Devem ser arrebentados
Onde as diferenças que geram dor e sofrimento
Devem cessar
Onde as máscaras que disfarçam mentiras e ilusões
Devem cair
Aí, somente os verdadeiros revolucionários seguirão em frente
Subversivos de mente, alma, corpo e coração
domingo, maio 28, 2006
O céu chora de felicidade
...E no final do dia, uma chuva para lavar a alma
Foi como se o céu chorasse
Comovido com minha alegria
Uma alegria louca
Pois naquele momento o mundo me pareceu mais belo
Ali, senti que ainda é possível fazer desta Terra
Um lugar melhor, mais justo
Um amálgama de saudade, tristeza, inquietude e revolta
Acabara de ser sufocado
Derrotado por uma alegria oriunda de dois singelos atos
Ajudar algumas pessoas e rever uma, em especial
Foi como se o céu chorasse
Comovido com minha alegria
Uma alegria louca
Pois naquele momento o mundo me pareceu mais belo
Ali, senti que ainda é possível fazer desta Terra
Um lugar melhor, mais justo
Um amálgama de saudade, tristeza, inquietude e revolta
Acabara de ser sufocado
Derrotado por uma alegria oriunda de dois singelos atos
Ajudar algumas pessoas e rever uma, em especial
segunda-feira, maio 01, 2006
Anfitrião
Eles recém partiram e a saudade já bate à minha porta
Entra sem pedir licensa e toma conta de tudo
Foi apenas um final de semana, uma cidade, um mundo
Apesar das brigas e das discussões
Eu os amos, são meus amigos, meus irmãos
Conversas, festas, brincadeiras...
Os bons momentos prevalecem
Somente a ausência deles me entristece
Não sei como agradecer, nem como retribuir
A amizade, as risadas e gargalhadas...
Logo após a despedida
Já aumentava a expectativa
De um dia tê-los aqui novamente
Com o peito tomado de saudade
E os olhos de lágrimas
Agradeço de coração
Obrigado, meus irmãos
Entra sem pedir licensa e toma conta de tudo
Foi apenas um final de semana, uma cidade, um mundo
Apesar das brigas e das discussões
Eu os amos, são meus amigos, meus irmãos
Conversas, festas, brincadeiras...
Os bons momentos prevalecem
Somente a ausência deles me entristece
Não sei como agradecer, nem como retribuir
A amizade, as risadas e gargalhadas...
Logo após a despedida
Já aumentava a expectativa
De um dia tê-los aqui novamente
Com o peito tomado de saudade
E os olhos de lágrimas
Agradeço de coração
Obrigado, meus irmãos
terça-feira, abril 25, 2006
Só nos pampas
Sou um sujeito pacato
No passado, maragato
Já passei muito chimango na ponta da adaga
E de tanto aplicar a famosa gravata colorada
Larguei desta vida ingrata
Hoje, vagueio só pelo campo
Cabisbaixo, trote manso
À noite, deitado no relento, só dá ela,
Lua cheia
Cercada por todas as estrelas
Me soa como poesia
A luz, a magia...
Me questiono do passado
O por quê
E se foi errado
E nestas idas e vindas pelo mundo
Reviro tudo no fundo
Em busca de alguém que me faça esquecer a vida,
Que sane minhas mágoas
Que me cure as chagas, as feridas
Alguém com quem eu possa,
Não só matear e prosear
Mas quem sabe enfim
Ter o quê nunca tive,
Uma pessoa para amar
Busco alguém que me entenda
Me dê amor, minha prenda
No passado, maragato
Já passei muito chimango na ponta da adaga
E de tanto aplicar a famosa gravata colorada
Larguei desta vida ingrata
Hoje, vagueio só pelo campo
Cabisbaixo, trote manso
À noite, deitado no relento, só dá ela,
Lua cheia
Cercada por todas as estrelas
Me soa como poesia
A luz, a magia...
Me questiono do passado
O por quê
E se foi errado
E nestas idas e vindas pelo mundo
Reviro tudo no fundo
Em busca de alguém que me faça esquecer a vida,
Que sane minhas mágoas
Que me cure as chagas, as feridas
Alguém com quem eu possa,
Não só matear e prosear
Mas quem sabe enfim
Ter o quê nunca tive,
Uma pessoa para amar
Busco alguém que me entenda
Me dê amor, minha prenda
quarta-feira, abril 19, 2006
A Vida é Assim Mesmo
Não sei se é possível, mas estou ao mesmo tempo feliz e triste.
Feliz, por ter ido para casa, ter revisto a família, ter abraçado e beijado as mulheres da minha vida: minha coroa e minha avó, duas guerreiras às quais eu devo muita coisa.
Feliz, por ter revisto meus irmãozinhos, ver o quanto eles cresceram, o quão espertos estão ficando e por perceber que a magia da infância ainda se faz presente em seus espíritos.
Feliz, por perceber a flor da maturidade desabrochando não só em meu irmão, mas em muitos dos meus amigos. Fazendo com que eles mudem a forma de pensar, o modo de enfrentar a vida e de encarar o mundo. Abrindo portais para novos conhecimentos e novas experiências, tornando-os mais responsáveis e conscientes.
Feliz, por ter reencontrado muitos amigos. Alguns não encontrei pessoalmente, mas falei pelo telefone ou pela NET relembrando do tempo em que eu fazia isso diariamente durantes horas consecutivas. Pouquíssimos eu não consegui ver ou falar, uma pena, mas quem sabe na próxima eu consiga.
Feliz, por ter festado, ter curtido as noites acompanhado das pessoas que eu considero demais, e que por mim, também têm consideração.
Feliz, por ter sido recebido mais uma vez de braços abertos, feliz por perceber que apesar de estar distante e não ter muito contato com a maioria dos meus amigos, eu continuo tendo deles: a consideração, o respeito, a lealdade... a pura essência da amizade.
Feliz, também por adquirir o respeito de novos amigos, conquistar novas amizades, reafirmar as antigas e reatar os laços de algumas outras um tanto enfraquecidas.
Mas sinto a tristeza de ter que partir novamente, sem saber quando retornarei.
Sinto-me triste por saber que outra vez, ficarei algum tempo sem sentir e vivenciar os fatos acima citados. Não que aqui onde estou eu não tenha isto, pelo contrário, tenho e muito, mais até do que eu imaginava que teria quando vim para cá. Aqui também conheci pessoas extraordinárias, pessoas queridas e amigas.
Mas, fico triste também, por saber que outras pessoas (assim como eu e como vários outros antes de mim) também estão indo embora de Laguna.
Triste, por ter a certeza de que cada um que parte de Laguna, leva consigo um pouco do encanto e do brilho da cidade, deixando assim, a cidade cada vez mais opaca, cada vez mais triste e sem graça.
Triste, por saber que a distância entre nós aumentará ainda mais, e que talvez, a probabilidade de nos encontrarmos em outras idas minhas à Laguna, diminua. Pois, assim como eu, eles já não mais farão parte do dia-a-dia de Laguna.
Mas feliz ou infelizmente a vida é assim, cheia de tristezas e alegrias, altos e baixos, amores e desamores, encontros e desencontros. E só nos resta aproveitar cada oportunidade que nos é dada, e se a oportunidade não nos for dada, então faremos de tudo para criá-la.
Devemos apreciar e saber tirar proveito de todas as situações, por mais incômoda que esta seja ou possa parecer. Devemos aproveitar cada momento como se fosse único, por que na verdade, ele será único mesmo.
Viver, saber viver, celebrar a vida, minuto a minuto, dia a dia, ano a ano, até o final dos tempos. Mas sempre, sempre mesmo, valorizando tudo aquilo que temos de mais importante, tudo aquilo que mais devemos prezar na vida, as pessoas que nos cercam e nos desejam bem. As pessoas que nos amam assim como somos, cheios de erros e defeitos, chatices e doideiras que nos fazem ser quem somos. Loucos... loucos pela família, loucos pelos amigos, loucos pela vida!
Feliz, por ter ido para casa, ter revisto a família, ter abraçado e beijado as mulheres da minha vida: minha coroa e minha avó, duas guerreiras às quais eu devo muita coisa.
Feliz, por ter revisto meus irmãozinhos, ver o quanto eles cresceram, o quão espertos estão ficando e por perceber que a magia da infância ainda se faz presente em seus espíritos.
Feliz, por perceber a flor da maturidade desabrochando não só em meu irmão, mas em muitos dos meus amigos. Fazendo com que eles mudem a forma de pensar, o modo de enfrentar a vida e de encarar o mundo. Abrindo portais para novos conhecimentos e novas experiências, tornando-os mais responsáveis e conscientes.
Feliz, por ter reencontrado muitos amigos. Alguns não encontrei pessoalmente, mas falei pelo telefone ou pela NET relembrando do tempo em que eu fazia isso diariamente durantes horas consecutivas. Pouquíssimos eu não consegui ver ou falar, uma pena, mas quem sabe na próxima eu consiga.
Feliz, por ter festado, ter curtido as noites acompanhado das pessoas que eu considero demais, e que por mim, também têm consideração.
Feliz, por ter sido recebido mais uma vez de braços abertos, feliz por perceber que apesar de estar distante e não ter muito contato com a maioria dos meus amigos, eu continuo tendo deles: a consideração, o respeito, a lealdade... a pura essência da amizade.
Feliz, também por adquirir o respeito de novos amigos, conquistar novas amizades, reafirmar as antigas e reatar os laços de algumas outras um tanto enfraquecidas.
Mas sinto a tristeza de ter que partir novamente, sem saber quando retornarei.
Sinto-me triste por saber que outra vez, ficarei algum tempo sem sentir e vivenciar os fatos acima citados. Não que aqui onde estou eu não tenha isto, pelo contrário, tenho e muito, mais até do que eu imaginava que teria quando vim para cá. Aqui também conheci pessoas extraordinárias, pessoas queridas e amigas.
Mas, fico triste também, por saber que outras pessoas (assim como eu e como vários outros antes de mim) também estão indo embora de Laguna.
Triste, por ter a certeza de que cada um que parte de Laguna, leva consigo um pouco do encanto e do brilho da cidade, deixando assim, a cidade cada vez mais opaca, cada vez mais triste e sem graça.
Triste, por saber que a distância entre nós aumentará ainda mais, e que talvez, a probabilidade de nos encontrarmos em outras idas minhas à Laguna, diminua. Pois, assim como eu, eles já não mais farão parte do dia-a-dia de Laguna.
Mas feliz ou infelizmente a vida é assim, cheia de tristezas e alegrias, altos e baixos, amores e desamores, encontros e desencontros. E só nos resta aproveitar cada oportunidade que nos é dada, e se a oportunidade não nos for dada, então faremos de tudo para criá-la.
Devemos apreciar e saber tirar proveito de todas as situações, por mais incômoda que esta seja ou possa parecer. Devemos aproveitar cada momento como se fosse único, por que na verdade, ele será único mesmo.
Viver, saber viver, celebrar a vida, minuto a minuto, dia a dia, ano a ano, até o final dos tempos. Mas sempre, sempre mesmo, valorizando tudo aquilo que temos de mais importante, tudo aquilo que mais devemos prezar na vida, as pessoas que nos cercam e nos desejam bem. As pessoas que nos amam assim como somos, cheios de erros e defeitos, chatices e doideiras que nos fazem ser quem somos. Loucos... loucos pela família, loucos pelos amigos, loucos pela vida!
segunda-feira, abril 10, 2006
Tantas Despedidas
Foram tantas vezes
Que já nos despedimos
E a dor da saudade jamais amenizou
Por mais que este ato se repita
A falta que me fazes não cessará,
Não amenizará
Teu sorriso me alegra
Tua teimosia me irrita
Teu canto me motiva
Ontem, vivíamos juntos
Tínhamos o mesmo lar
Hoje, só o que tenho são lembranças,
Fotos, fatos registrados
Sonhos alcançados,
Pensamentos visionários
Amanhã, não sei...
Em ti, vejo o futuro
Almejo profundamente, que seja um dos bons
Merecedor tu és
Você me traz conforto
Em ti encontro amor e paz
A minha paz!
Que em cada uma destas despedidas
Fora subtraída
Deixando um vazio enorme
Preenchido aos poucos pela nostalgia
Que já nos despedimos
E a dor da saudade jamais amenizou
Por mais que este ato se repita
A falta que me fazes não cessará,
Não amenizará
Teu sorriso me alegra
Tua teimosia me irrita
Teu canto me motiva
Ontem, vivíamos juntos
Tínhamos o mesmo lar
Hoje, só o que tenho são lembranças,
Fotos, fatos registrados
Sonhos alcançados,
Pensamentos visionários
Amanhã, não sei...
Em ti, vejo o futuro
Almejo profundamente, que seja um dos bons
Merecedor tu és
Você me traz conforto
Em ti encontro amor e paz
A minha paz!
Que em cada uma destas despedidas
Fora subtraída
Deixando um vazio enorme
Preenchido aos poucos pela nostalgia
domingo, março 05, 2006
Entranha Sensação
Talvez eu realmente tenha ensandecido
Olho ao meu redor e não vejo ninguém conhecido
Saio a caminhar pela rua buscando amparo
Mas na calada da noite só ouço disparos
Ouço, também, o choro de uma mãe que desesperada, lamenta e chora
A dor em meu peito neste momento aflora
Angustiado e desolado vou me consolando
Aflito, mas vivo, sigo penando
Pelejando para um dia vencer
Nesta quimera que se chama viver
Olho ao meu redor e não vejo ninguém conhecido
Saio a caminhar pela rua buscando amparo
Mas na calada da noite só ouço disparos
Ouço, também, o choro de uma mãe que desesperada, lamenta e chora
A dor em meu peito neste momento aflora
Angustiado e desolado vou me consolando
Aflito, mas vivo, sigo penando
Pelejando para um dia vencer
Nesta quimera que se chama viver
quarta-feira, fevereiro 15, 2006
Permaneça no esquecimento
Acordei nesta madrugada e senti a presença de alguém no meu quarto, olhei ao redor e vi um vulto, pela silhueta pensei que fosse você, mas lembrei que já faz tempo que recebi a notícia de sua morte. Sim felizmente você faleceu. Há muito tempo você já havia se tornado apenas uma lembrança de um momento qualquer em um passado remoto que já havia entrado para o esquecimento. E a notícia de sua morte veio justamente para assegurar que você permanecesse neste passado apenas como uma lembrança, e não viesse assombrar meu presente.
Muita coisa mudou, sentimentos fingidos, historinhas contadas, conversinhas fiadas, juras quebradas, promessas não cumpridas, mas tudo isso não passa de palavras. Palavras vazias que não querem dizer nada, palavras sem significado.
Não me entristeci ao saber que você havia falecido, pelo contrário, mas me senti um pouco culpado por isso. Culpado por sua morte, mas por quê? Culpado por quê? Por quê? Se foi você que cavou sua própria sepultura, se foi você que se condenou. Se você sempre foi assim, se você sempre carregou isso oculto dentro de você, só que você apenas não tinha exteriorizado isso ainda. Então por que me sentir culpado de algo que não fiz e tão pouco sou responsável? É, felizmente a culpa foi toda sua, esta foi sua sina, e por causa dela você sucumbiu, seu mundo desmoronou e você não mais existe. Sua passagem pelo mundo foi insignificante, como foi toda a sua existência. Você se foi e não deixou saudades, não deixou legado algum.
Hoje, você repousa em um sono eterno sob a terra, e sobre a terra que cobre seu corpo putrefato se encontra a única marca de sua passagem por este mundo. Uma pedra negra com a seguinte inscrição:
“Aqui jaz a podridão do mundo”.
E ao lado do seu corpo decomposto encontram-se as suas últimas amigas, as únicas que lhe restaram: a mentira, a inveja, a volúpia, a depravação e a ignorância. Talvez agora possa haver esperança de dias melhores, esperança de que a verdade e o bom caráter possam prevalecer neste mundo tão podre e falso ao qual infelizmente estamos habituados.
Muita coisa mudou, sentimentos fingidos, historinhas contadas, conversinhas fiadas, juras quebradas, promessas não cumpridas, mas tudo isso não passa de palavras. Palavras vazias que não querem dizer nada, palavras sem significado.
Não me entristeci ao saber que você havia falecido, pelo contrário, mas me senti um pouco culpado por isso. Culpado por sua morte, mas por quê? Culpado por quê? Por quê? Se foi você que cavou sua própria sepultura, se foi você que se condenou. Se você sempre foi assim, se você sempre carregou isso oculto dentro de você, só que você apenas não tinha exteriorizado isso ainda. Então por que me sentir culpado de algo que não fiz e tão pouco sou responsável? É, felizmente a culpa foi toda sua, esta foi sua sina, e por causa dela você sucumbiu, seu mundo desmoronou e você não mais existe. Sua passagem pelo mundo foi insignificante, como foi toda a sua existência. Você se foi e não deixou saudades, não deixou legado algum.
Hoje, você repousa em um sono eterno sob a terra, e sobre a terra que cobre seu corpo putrefato se encontra a única marca de sua passagem por este mundo. Uma pedra negra com a seguinte inscrição:
“Aqui jaz a podridão do mundo”.
E ao lado do seu corpo decomposto encontram-se as suas últimas amigas, as únicas que lhe restaram: a mentira, a inveja, a volúpia, a depravação e a ignorância. Talvez agora possa haver esperança de dias melhores, esperança de que a verdade e o bom caráter possam prevalecer neste mundo tão podre e falso ao qual infelizmente estamos habituados.
quinta-feira, fevereiro 09, 2006
Pequenos detalhes
É engraçado como nós nos prendemos a coisas tão sem significado e tão sem importância. Passamos a vida inteira almejando sermos ricos, bem sucedidos, cheios de mulheres gostosas. Nossas tentativas de ser feliz, basicamente, resumem-se a isso: sonhos consumistas induzidos por uma mídia desprovida de responsabilidade cívica e social. A mídia nos induz a pensar que a verdadeira felicidade é aquela mostrada por eles em suas produções. Que ser feliz é ser rico, ter carro importado, ter um casarão, ter uma mulher gostosa (de preferência mais de uma), ir a várias festas... Estas são as idéias de felicidade, que nos são passadas. Desde crianças vemos e ouvimos isto, somos obrigados a engolir tudo isto, sem ao menos poder questionar o que é certo e o que é errado, pois não nos é dada, a base intelectual para que possamos entender e compreender, e só assim filtrar o que nos é transmitido. Crescemos com estas idéias fixas em nossas mentes, e seduzidos com o modo de vida dos personagens das novelas e dos “artistas”, que os interpretam, partimos em uma busca desesperada, tentando encontrar algo que preencha uma lacuna existente nas nossas vidas. Buscamos a felicidade nos lugares mais longínquos e inalcançáveis, sem jamais nos darmos conta de que ela pode estar bem à nossa frente. Talvez seja por isso mesmo que nós não a notamos, pois ela está tão perto e tão à vista que ela passa desapercebida. Acabamos não dando valor, achando que isso que temos em nosso cotidiano, não se equipara ao que nos é mostrado pela mídia. E a maior prova de tudo isto eu tive alguns dias atrás. Era dia das mães, liguei para minha casa (em Laguna – SC) e falei com minha avó (minha mãe não estava em casa). Algo normal, simples, extremamente simples, mas que me emocionou de uma maneira tão diferente. Senti-me feliz por estar falando com ela, feliz por ouvir sua voz, feliz em saber que todos em casa estão bem, feliz por ter uma família e por ter amigos. Algo extremamente simples, que a maioria das pessoas têm e não valorizam.
Eu sou um cara que sempre valorizou as amizades, mas devo confessar que depois que vim para cá, passei a valorizar muito mais. E a prestar mais atenção aos pequenos detalhes da vida. Talvez seja, por estar morando sozinho, talvez seja, por estar longe das pessoas que eu goste, ou talvez seja, apenas fruto de um amadurecimento causado por tudo isto. Mas o certo é que sinto algo diferente, difícil de ser explicado. Se estou triste, um simples telefonema como o acima citado, ou de um amigo como o Boca, que me ligou dias atrás quando eu estava na aula, me faz feliz. Fico muito contente em abrir meu e-mail (coisa que não tenho feito diariamente devido à falta de tempo) e ver várias mensagens dos meus amigos. Uns perguntando como vão as coisas, outros perguntando quando eu vou aparecer em Laguna e outros mandando só putaria (né Zulemão e Boca). Mais contente ainda, fico ao entrar no mIRC. Pois encontro toda gurizada e posso conversar com toda a galera. Mensagens assim vão surgindo na tela, em cada PVT que se abre:
- daeeeeeeee bixonaaaaaa
- dae tanga froxa
- oiiii meu quirido
- oi sumido! quanto tempo hein?
- falaaaaa feioso
- oiiii miguxo, jah tava com xodades
E a cada mensagem que surge diante de mim, vou rindo e descontraindo cada vez mais. Ficando feliz, por saber que não fui esquecido e saber que por mais insignificante que tenha sido minha passagem na vida destas pessoas, elas têm um pouco de consideração por mim. Fico feliz em saber que tenho amigos, não pelo que eu tenho (já que eu não tenho merda nenhuma mesmo), mas sim pelo que sou. No mIRC posso perguntar como eles estão, desabafar e ouvir (lê-se ler) desabafos, falar (lê-se escrever) e ouvir (lê-se ler novamente) besteiras, dar boas risadas, fazer novas amizades, reafirmar as antigas e fortalecer os laços das mais recentes. Só tenho a agradecer por conhecer pessoas tão maravilhosas, família, amigos, pessoas que marcaram e que estão marcando minha vida. Não citarei nomes porquê é embaçado, posso acabar esquecendo de uns e outros, mas quem estiver lendo saberá de quem estou falando e saberá se está ou não, neste seleto grupo de pessoas especiais. Que para alguns pode não representar e não valer nada, mas que para mim tem um valor incomensurável!
quarta-feira, fevereiro 08, 2006
Estações
Pobre musa do verão
Seu reinado foi breve como um eclipse
E para sua infelicidade,
As folhas das árvores já estão caindo
Agora, nem tudo é tão lindo
Vive a ilusão de conquistar a pessoa amada,
Pela qual sempre fora usada
Passa o tempo, os momentos...
E a vida está acabada
O frio já vem chegando
E com ele a solidão, a melancolia
No vazio do teu quarto,
Sentirás a agonia
Em prantos, verás teu reino decaído
Tudo o que fora perdido
Teus súditos já lhe deixaram
Não mais lhe ligam, não mais lhe chamam
Não, não mais...
Seu reinado foi breve como um eclipse
E para sua infelicidade,
As folhas das árvores já estão caindo
Agora, nem tudo é tão lindo
Vive a ilusão de conquistar a pessoa amada,
Pela qual sempre fora usada
Passa o tempo, os momentos...
E a vida está acabada
O frio já vem chegando
E com ele a solidão, a melancolia
No vazio do teu quarto,
Sentirás a agonia
Em prantos, verás teu reino decaído
Tudo o que fora perdido
Teus súditos já lhe deixaram
Não mais lhe ligam, não mais lhe chamam
Não, não mais...
Assinar:
Postagens (Atom)