Talvez eu realmente tenha ensandecido
Olho ao meu redor e não vejo ninguém conhecido
Saio a caminhar pela rua buscando amparo
Mas na calada da noite só ouço disparos
Ouço, também, o choro de uma mãe que desesperada, lamenta e chora
A dor em meu peito neste momento aflora
Angustiado e desolado vou me consolando
Aflito, mas vivo, sigo penando
Pelejando para um dia vencer
Nesta quimera que se chama viver
domingo, março 05, 2006
quarta-feira, fevereiro 15, 2006
Permaneça no esquecimento
Acordei nesta madrugada e senti a presença de alguém no meu quarto, olhei ao redor e vi um vulto, pela silhueta pensei que fosse você, mas lembrei que já faz tempo que recebi a notícia de sua morte. Sim felizmente você faleceu. Há muito tempo você já havia se tornado apenas uma lembrança de um momento qualquer em um passado remoto que já havia entrado para o esquecimento. E a notícia de sua morte veio justamente para assegurar que você permanecesse neste passado apenas como uma lembrança, e não viesse assombrar meu presente.
Muita coisa mudou, sentimentos fingidos, historinhas contadas, conversinhas fiadas, juras quebradas, promessas não cumpridas, mas tudo isso não passa de palavras. Palavras vazias que não querem dizer nada, palavras sem significado.
Não me entristeci ao saber que você havia falecido, pelo contrário, mas me senti um pouco culpado por isso. Culpado por sua morte, mas por quê? Culpado por quê? Por quê? Se foi você que cavou sua própria sepultura, se foi você que se condenou. Se você sempre foi assim, se você sempre carregou isso oculto dentro de você, só que você apenas não tinha exteriorizado isso ainda. Então por que me sentir culpado de algo que não fiz e tão pouco sou responsável? É, felizmente a culpa foi toda sua, esta foi sua sina, e por causa dela você sucumbiu, seu mundo desmoronou e você não mais existe. Sua passagem pelo mundo foi insignificante, como foi toda a sua existência. Você se foi e não deixou saudades, não deixou legado algum.
Hoje, você repousa em um sono eterno sob a terra, e sobre a terra que cobre seu corpo putrefato se encontra a única marca de sua passagem por este mundo. Uma pedra negra com a seguinte inscrição:
“Aqui jaz a podridão do mundo”.
E ao lado do seu corpo decomposto encontram-se as suas últimas amigas, as únicas que lhe restaram: a mentira, a inveja, a volúpia, a depravação e a ignorância. Talvez agora possa haver esperança de dias melhores, esperança de que a verdade e o bom caráter possam prevalecer neste mundo tão podre e falso ao qual infelizmente estamos habituados.
Muita coisa mudou, sentimentos fingidos, historinhas contadas, conversinhas fiadas, juras quebradas, promessas não cumpridas, mas tudo isso não passa de palavras. Palavras vazias que não querem dizer nada, palavras sem significado.
Não me entristeci ao saber que você havia falecido, pelo contrário, mas me senti um pouco culpado por isso. Culpado por sua morte, mas por quê? Culpado por quê? Por quê? Se foi você que cavou sua própria sepultura, se foi você que se condenou. Se você sempre foi assim, se você sempre carregou isso oculto dentro de você, só que você apenas não tinha exteriorizado isso ainda. Então por que me sentir culpado de algo que não fiz e tão pouco sou responsável? É, felizmente a culpa foi toda sua, esta foi sua sina, e por causa dela você sucumbiu, seu mundo desmoronou e você não mais existe. Sua passagem pelo mundo foi insignificante, como foi toda a sua existência. Você se foi e não deixou saudades, não deixou legado algum.
Hoje, você repousa em um sono eterno sob a terra, e sobre a terra que cobre seu corpo putrefato se encontra a única marca de sua passagem por este mundo. Uma pedra negra com a seguinte inscrição:
“Aqui jaz a podridão do mundo”.
E ao lado do seu corpo decomposto encontram-se as suas últimas amigas, as únicas que lhe restaram: a mentira, a inveja, a volúpia, a depravação e a ignorância. Talvez agora possa haver esperança de dias melhores, esperança de que a verdade e o bom caráter possam prevalecer neste mundo tão podre e falso ao qual infelizmente estamos habituados.
quinta-feira, fevereiro 09, 2006
Pequenos detalhes
É engraçado como nós nos prendemos a coisas tão sem significado e tão sem importância. Passamos a vida inteira almejando sermos ricos, bem sucedidos, cheios de mulheres gostosas. Nossas tentativas de ser feliz, basicamente, resumem-se a isso: sonhos consumistas induzidos por uma mídia desprovida de responsabilidade cívica e social. A mídia nos induz a pensar que a verdadeira felicidade é aquela mostrada por eles em suas produções. Que ser feliz é ser rico, ter carro importado, ter um casarão, ter uma mulher gostosa (de preferência mais de uma), ir a várias festas... Estas são as idéias de felicidade, que nos são passadas. Desde crianças vemos e ouvimos isto, somos obrigados a engolir tudo isto, sem ao menos poder questionar o que é certo e o que é errado, pois não nos é dada, a base intelectual para que possamos entender e compreender, e só assim filtrar o que nos é transmitido. Crescemos com estas idéias fixas em nossas mentes, e seduzidos com o modo de vida dos personagens das novelas e dos “artistas”, que os interpretam, partimos em uma busca desesperada, tentando encontrar algo que preencha uma lacuna existente nas nossas vidas. Buscamos a felicidade nos lugares mais longínquos e inalcançáveis, sem jamais nos darmos conta de que ela pode estar bem à nossa frente. Talvez seja por isso mesmo que nós não a notamos, pois ela está tão perto e tão à vista que ela passa desapercebida. Acabamos não dando valor, achando que isso que temos em nosso cotidiano, não se equipara ao que nos é mostrado pela mídia. E a maior prova de tudo isto eu tive alguns dias atrás. Era dia das mães, liguei para minha casa (em Laguna – SC) e falei com minha avó (minha mãe não estava em casa). Algo normal, simples, extremamente simples, mas que me emocionou de uma maneira tão diferente. Senti-me feliz por estar falando com ela, feliz por ouvir sua voz, feliz em saber que todos em casa estão bem, feliz por ter uma família e por ter amigos. Algo extremamente simples, que a maioria das pessoas têm e não valorizam.
Eu sou um cara que sempre valorizou as amizades, mas devo confessar que depois que vim para cá, passei a valorizar muito mais. E a prestar mais atenção aos pequenos detalhes da vida. Talvez seja, por estar morando sozinho, talvez seja, por estar longe das pessoas que eu goste, ou talvez seja, apenas fruto de um amadurecimento causado por tudo isto. Mas o certo é que sinto algo diferente, difícil de ser explicado. Se estou triste, um simples telefonema como o acima citado, ou de um amigo como o Boca, que me ligou dias atrás quando eu estava na aula, me faz feliz. Fico muito contente em abrir meu e-mail (coisa que não tenho feito diariamente devido à falta de tempo) e ver várias mensagens dos meus amigos. Uns perguntando como vão as coisas, outros perguntando quando eu vou aparecer em Laguna e outros mandando só putaria (né Zulemão e Boca). Mais contente ainda, fico ao entrar no mIRC. Pois encontro toda gurizada e posso conversar com toda a galera. Mensagens assim vão surgindo na tela, em cada PVT que se abre:
- daeeeeeeee bixonaaaaaa
- dae tanga froxa
- oiiii meu quirido
- oi sumido! quanto tempo hein?
- falaaaaa feioso
- oiiii miguxo, jah tava com xodades
E a cada mensagem que surge diante de mim, vou rindo e descontraindo cada vez mais. Ficando feliz, por saber que não fui esquecido e saber que por mais insignificante que tenha sido minha passagem na vida destas pessoas, elas têm um pouco de consideração por mim. Fico feliz em saber que tenho amigos, não pelo que eu tenho (já que eu não tenho merda nenhuma mesmo), mas sim pelo que sou. No mIRC posso perguntar como eles estão, desabafar e ouvir (lê-se ler) desabafos, falar (lê-se escrever) e ouvir (lê-se ler novamente) besteiras, dar boas risadas, fazer novas amizades, reafirmar as antigas e fortalecer os laços das mais recentes. Só tenho a agradecer por conhecer pessoas tão maravilhosas, família, amigos, pessoas que marcaram e que estão marcando minha vida. Não citarei nomes porquê é embaçado, posso acabar esquecendo de uns e outros, mas quem estiver lendo saberá de quem estou falando e saberá se está ou não, neste seleto grupo de pessoas especiais. Que para alguns pode não representar e não valer nada, mas que para mim tem um valor incomensurável!
quarta-feira, fevereiro 08, 2006
Estações
Pobre musa do verão
Seu reinado foi breve como um eclipse
E para sua infelicidade,
As folhas das árvores já estão caindo
Agora, nem tudo é tão lindo
Vive a ilusão de conquistar a pessoa amada,
Pela qual sempre fora usada
Passa o tempo, os momentos...
E a vida está acabada
O frio já vem chegando
E com ele a solidão, a melancolia
No vazio do teu quarto,
Sentirás a agonia
Em prantos, verás teu reino decaído
Tudo o que fora perdido
Teus súditos já lhe deixaram
Não mais lhe ligam, não mais lhe chamam
Não, não mais...
Seu reinado foi breve como um eclipse
E para sua infelicidade,
As folhas das árvores já estão caindo
Agora, nem tudo é tão lindo
Vive a ilusão de conquistar a pessoa amada,
Pela qual sempre fora usada
Passa o tempo, os momentos...
E a vida está acabada
O frio já vem chegando
E com ele a solidão, a melancolia
No vazio do teu quarto,
Sentirás a agonia
Em prantos, verás teu reino decaído
Tudo o que fora perdido
Teus súditos já lhe deixaram
Não mais lhe ligam, não mais lhe chamam
Não, não mais...
terça-feira, janeiro 31, 2006
Dúvidas
Será que a verdadeira felicidade existe ou é apenas mais uma quimera, mais um sonho utópico de minha mente ensandecida?
Deverei contentar-me com o destino que me fora designado ou deverei forjá-lo a ferro e fogo, moldando-o conforme eu almeje?
Deverei aguardar até que chegue a minha hora de ser feliz ou deverei lutar, pelejar para construir este momento agora?
Deverei esperar, pacientemente, que a felicidade venha bater à minha porta ou deverei sair em demanda dela?
Deverei viver o presente sem futuro no amanhã ou deverei viver o amanhã sem esperança no presente?
Conseguirei, algum dia, encontrar a felicidade simples e inocente como outrora?
Conseguirei, algum dia, obter êxito nesta minha jornada insana ou serei mais um fracassado como tantos outros seres fúteis?
Tornar-me-ei ou tornei-me mais um ser frívolo, sem valia alguma, apenas tolerado e fadado ao esquecimento?
Tantas dúvidas, tantas variáveis, já não sei mais o que fazer.
sábado, janeiro 28, 2006
Pra quem desacreditou
À todos aqueles que subestimaram minha capacidade e desdenharam dos meus anseios.
Àqueles que jamais acreditaram que eu tivesse competência e torceram, mesmo que inconscientemente, para o meu fracasso.
Àqueles que um dia disseram que eu não suportaria a caminhada, pois ela é árdua e outros mais fortes não suportaram e sucumbiram.
Àqueles que zombaram das minhas escolhas.
À todos que me julgavam ser um fraco e derrotado.
Eis o meu muitíssimo obrigado, porque sem vocês eu não estaria onde estou.
Sem o desafio de vocês, talvez eu não tivesse me esmerado tanto para conquistar tudo que almejo.
Quiçá eu não teria nem ao menos chegado aonde cheguei.
Hoje estou aqui, firme e forte na caminhada.
Com esperança e a certeza de que um amanhã ainda melhor me aguarda, mas não sem antes lutar e pelejar para ter o mérito de conquistá-lo.
Àqueles que jamais acreditaram que eu tivesse competência e torceram, mesmo que inconscientemente, para o meu fracasso.
Àqueles que um dia disseram que eu não suportaria a caminhada, pois ela é árdua e outros mais fortes não suportaram e sucumbiram.
Àqueles que zombaram das minhas escolhas.
À todos que me julgavam ser um fraco e derrotado.
Eis o meu muitíssimo obrigado, porque sem vocês eu não estaria onde estou.
Sem o desafio de vocês, talvez eu não tivesse me esmerado tanto para conquistar tudo que almejo.
Quiçá eu não teria nem ao menos chegado aonde cheguei.
Hoje estou aqui, firme e forte na caminhada.
Com esperança e a certeza de que um amanhã ainda melhor me aguarda, mas não sem antes lutar e pelejar para ter o mérito de conquistá-lo.
terça-feira, janeiro 24, 2006
Por quem elas caem
Não há palavras, apenas lágrimas
Não há tristeza, apenas saudades
Meu viver, meu querer
Minha inspiração, minha motivação
A estrela que me norteia, o amor que por mim semeia
Agora chega de palavras...
Na folha já molhada caí a última lágrima
Não há tristeza, apenas saudades
Meu viver, meu querer
Minha inspiração, minha motivação
A estrela que me norteia, o amor que por mim semeia
Agora chega de palavras...
Na folha já molhada caí a última lágrima
sexta-feira, janeiro 20, 2006
Que falta me faz IV
Estávamos de férias e fomos visitar nosso pai em Porto Alegre. Na época morávamos em Tubarão. A viajem era fatigante, demorava horas e horas para chegarmos ao destino final. Ônibus parando em tudo quanto era cidadezinha, gente subindo e descendo às dezenas. Todos adultos, as poucas crianças que tinha no ônibus viajavam acompanhadas por adultos, exceto nós. Sempre viajamos sozinhos, tendo como compania somente o outro (pouco tempo depois já viajávamos completamente sozinhos. Ora eu, ora ele, como se fôssemos adultos também). Logo ao chegarmos à rodoviária, exaustos diga-se de passagem, o coração disparava e pela janela já se podia ver nosso pai nos esperando. Sorriso largo no rosto, cabelo grande, barba. Era um sujeito inconfundível, que mesmo depois de passar certo tempo sem o ver, não havia como se enganar. Descemos correndo e pulamos em cima dele, abraço apertado, longo e demorado daqueles que nos faz faltar o ar e que somente a saudade e o amor são capazes de nos proporcionar. Com a felicidade estampada nos rostos seguimos para casa do meu pai. Já não me recordo onde era. Desta viagem, além disto lembro-me de pouca coisa. Visitamos parentes, jantamos fora, fomos à shoppings...
Era um domingo de sol na fria capital gaúcha e fomos à Redenção – o maior e mais belo parque da cidade. Comemos algodão-doce, jogamos bola e conhecemos outras crianças que se juntaram à nós nas brincadeiras. Alugamos bicicletas e pedalamos por todo o parque. Dei um tremendo azar, a única bicicleta que havia “sem rodinhas” não se equiparava nem de longe com a que meu irmão havia escolhido. Eu tinha verdadeiro fascínio pela coragem e destreza do meu irmão ao dirigir uma bicicleta “sem rodinhas” em alta velocidade. Ele sempre tinha de diminuir o ritmo para que eu pudesse alcançá-lo. Hoje sei que muitas vezes ele me deixava ultrapassá-lo e depois fazia de conta que havia perdido a corrida para mim, somente para me alegrar. Mas ele jamais confessou isto.
Não sei bem se todas estas memórias aconteceram exatamente assim. Mas são assim que elas se encontram em meio às minhas lembranças. Talvez minha mente ao “ver” as fotos deste dia, tenha apenas criado toda esta história para que as fotos fizessem sentido. Talvez alguns resquicíos de memória sejam verdadeiros e minha mente apenas tenha completado a história. Ou talvez todos estes fragmentos sejam reais e aconteceram mesmo. A única lembrança que tenho certeza absoluta de que é autêntica, foi a felicidade que senti naquele dia. Isto sim foi real e quiça por este motivo eu não tenha esquecido deste dia, assim como esqueci de tantos outros.
Um dia que, analisado friamente, não teve nada demais. Um dia comum para qualquer outra criança. Com brincadeiras, doces, tombos, machucados... Acompanhada do pai, do irmão e de novos amigos, feitos ali mesmo na hora, durante as brincadeiras em meio à multidão. Mas que ao ser recordado e vivido novamente através de fotos ou da própria memória, faz renascer a esperança dentro de mim. Desperta a alegria e atiça minha mente. Me faz sonhar com o futuro que outrora eu imaginava. E hoje já vivo o futuro de antigamente. Não no fantástico mundo da imaginação, mas aqui mesmo, na fria e cruel realidade. Que sob a luz de dias como este, se mostra afável e aconchegante. Perde sua máscara temível e horrenda, e se mostra tão bela quanto o sorriso de uma criança. Uma criança que nada teme, que é amada e bem tratada. Ah! Quem dera todos os dias fôssemos crianças...
quarta-feira, janeiro 18, 2006
Que falta me faz III
Quando criança tudo era tão diferente. Era tão fácil dialogar com as pessoas, fazer novos amigos... Você simplesmente chegava dava um "oi" e já eras, tava feita uma nova amizade! Antes eu era bem despachado, qualquer um que chegasse em minha casa eu já ia logo indagando alguma coisa e me metendo nas conversas. Depois fui ficando mais acanhado, mais tímido. A ponto de quando tinha visita em casa não sair do quarto para não ter que dar "oi" para ela.
Já sou da geração que adotou o vídeo-game como principal forma de entretenimento. Mas mesmo assim ainda brinquei muito no meio da rua com outras crianças. Lembro muito bem que jogávamos bola, apostávamos corrida (100 metros rasos e maratona. A maratona era uma volta no quarteirão inteiro!!! Algo assombrosso na época), soltávamos pipa... Isso sem falar nas inúmeras outras atividades que exercíamos: apertar campainha e sair correndo, quebrar vidraça das casas com pedras, atiçar cães bravos e sair correndo, caçar lagartos com uma Labradora que eu tinha (fazíamos lanças com cabo de vassoura e ponteiras de ferro das grades dos vizinhos), fazer rinha de cachorro, estourar rojão...
Também me diverti muito com as brincadeiras clássicas como: pega-pega, enconde-esconde, pé na bola, garrafão e a predileta de toda a gurizada, polícia pega ladrão. Essa era disparada a melhor de todas! E melhor ainda quando éramos os bandidos... era diversão garantida!!!
Estas brincadeiras reuniam várias crianças do bairro, às vezes até quase todas dependendo do tamanho do bairro. Branca, preta, rica, pobre, alta, baixa, magra, gorda... crianças de todos os tipos se divertindo juntas sem nenhum preconceito. Lógico que de vez em quando uma ou outra se desentendia e o pau pegava mesmo! E lá ía aquela que apanhou, cabisbaixa e chorando, contar para sua mãe o que havia acontecido... Umas mais ousadas juravam vingança e nem saiam de onde estavam. Apanhar na rua e contar para a mãe era coisa de "mulherzinha"! Após a briga todas diziam: "Nunca mais fala comigo!!! Não sou mais seu amiguinho!!!". No outro dia após a aula, já estavam todas juntas novamente correndo e rindo rua afora. Crianças, tão puras e inocentes...
Hoje praticamente nada mais disso existe. Algumas destas brincadeiras estão em extinção. As crianças de hoje não são mais crianças, não têm mais a mesma pureza e inocência que antigamente. Antes se era criança mesmo, até os 10 anos eu acho. Hoje no máximo até os 7 e olhe lá!!! Computador e vídeo-game talvez sejam os principais culpados por isso. Brincadeiras virtuais, amigos virtuais... crianças crescem num mundo sem magia, sem o encanto de usar a mente como a maior forma de diversão. Pois o que seria das nossas brincadeiras, que não contavam com nenhum recurso multimídia, sem a força da nossa imaginação???
Claro que as crianças de hoje têm muito mais amizades do que as de antes. Basta dar uma olhada no Orkut. Algumas chegam a criar diversos "perfis" afim de poder dar conta do número de amigos. Não sei se realmente se conhecem, mas que juram amizade uma pela outra, ah juram! Antigamente não! Amigo era amigo mesmo! Tinha de se ver todo dia, brincar junto, aprontar junto... Havia contato e diálogo. Era muito fácil fazer amigos, amigos de verdade... Mesmo sendo novo no bairro, logo logo você já estava correndo com as outras crianças. Hoje se tem amigos aos montes, mas aqueles que você pode estufar o peito e falar de boca cheia: "este é de fé!"; estão se estiguindo junto com as brincadeiras de outrora... Haverá alguma ligação nisso?
terça-feira, janeiro 17, 2006
Que falta me faz II
Ontem, cheguei do curso e ficamos conversando (Seco, Pipoka e eu) sobre os tempos que se foram. Eiiita conversa boa! Altas gargalhadas, daquelas de doer a barriga, faltar o ar e correr lágrimas dos olhos! Relembramos tanta coisa que eu já havia esquecido...
Tantas pessoas, tantas histórias... Escrevendo tais histórias dava para preencher um livro daqueles bem volumosos!
Nostalgia total!!!
Fatos que ocorreram e que jamais se repetirão. Coisas que fazíamos quando mais novos e que hoje não vejo ninguém mais fazer.
Amizade de verdade!
Companheirismo e lealdade!
Cumplicidade!
Palavras tão estranhas e adversas aos tempos atuais...
Ninguém precisava provar nada para ninguém. Amizade era sentida e não falada!
No meio da madrugada lembrei-me de uma pessoa. Loira, cabelo liso, pele clara, tinha um jeito todo especial de ser. Todos a amavam, queriam ser seu amigo e muitos algo mais. Tive o privilégio de ser muito íntimo dela. Convivíamos diariamente, festas, concentras, horas e horas de debates sobre os mais variados temas. Mas um dia ela partiu e consigo levou um pouco de todos nós que ficamos. Com o passar dos anos perdemos contato... Porém o sentimento de amizade e o apreço por esta pessoa jamais se extinguiu. Ontem em meio à tantas lembranças uma pergunta não me saía da cabeça: "Por onde andará esta guria???".
Perdi seu telefone faz tempo, seu e-mail eu acho que não mais existe... Hoje vou procurar seu telefone em meio ao caos do meu cafofo. Talvez eu dê sorte e o encontre, quem sabe...
Dias atrás num questionário que recebi no e-mail, havia uma pergunta que indagava o seguinte: "Quem te marcou?". Respondi que todas as pessoas que conheci deixaram sua marca. Algumas apenas superficiais que com a ação do tempo sumiram ou quase se apagaram por completo. Porém, há pessoas que deixaram marcas profundas, tão profundas a ponto de tocar em meu cerne e deixar uma cicatriz eterna, que jamais deixará de existir.
Ah! Que saudade de outrora...
Tantas pessoas, tantas histórias... Escrevendo tais histórias dava para preencher um livro daqueles bem volumosos!
Nostalgia total!!!
Fatos que ocorreram e que jamais se repetirão. Coisas que fazíamos quando mais novos e que hoje não vejo ninguém mais fazer.
Amizade de verdade!
Companheirismo e lealdade!
Cumplicidade!
Palavras tão estranhas e adversas aos tempos atuais...
Ninguém precisava provar nada para ninguém. Amizade era sentida e não falada!
No meio da madrugada lembrei-me de uma pessoa. Loira, cabelo liso, pele clara, tinha um jeito todo especial de ser. Todos a amavam, queriam ser seu amigo e muitos algo mais. Tive o privilégio de ser muito íntimo dela. Convivíamos diariamente, festas, concentras, horas e horas de debates sobre os mais variados temas. Mas um dia ela partiu e consigo levou um pouco de todos nós que ficamos. Com o passar dos anos perdemos contato... Porém o sentimento de amizade e o apreço por esta pessoa jamais se extinguiu. Ontem em meio à tantas lembranças uma pergunta não me saía da cabeça: "Por onde andará esta guria???".
Perdi seu telefone faz tempo, seu e-mail eu acho que não mais existe... Hoje vou procurar seu telefone em meio ao caos do meu cafofo. Talvez eu dê sorte e o encontre, quem sabe...
Dias atrás num questionário que recebi no e-mail, havia uma pergunta que indagava o seguinte: "Quem te marcou?". Respondi que todas as pessoas que conheci deixaram sua marca. Algumas apenas superficiais que com a ação do tempo sumiram ou quase se apagaram por completo. Porém, há pessoas que deixaram marcas profundas, tão profundas a ponto de tocar em meu cerne e deixar uma cicatriz eterna, que jamais deixará de existir.
Ah! Que saudade de outrora...
segunda-feira, janeiro 16, 2006
Que falta me faz
Sinto tanto tua falta
Desde que você partiu
Não há mais felicidade
Não tenho mais ânimo
Apenas saudade
Quando chego em casa,
Luz do quarto apagada,
Cama vazia,
Tudo denuncia tua partida
Ah velha nostalgia!
As noites agora são mais frias
E o silêncio da madrugada me castiga
Não ouço mais tuas gargalhadas
Não sinto mais o conforto da tua presença
Nem o cheiro do teu perfume
Carente, procuro teu colo
Quero ouvir tuas histórias,
Lembrar de outrora
Pensamento voa...
Remonta tempos passados,
Em que a vida ainda era doce
Inocentemente doce...
Desde que você partiu
Não há mais felicidade
Não tenho mais ânimo
Apenas saudade
Quando chego em casa,
Luz do quarto apagada,
Cama vazia,
Tudo denuncia tua partida
Ah velha nostalgia!
As noites agora são mais frias
E o silêncio da madrugada me castiga
Não ouço mais tuas gargalhadas
Não sinto mais o conforto da tua presença
Nem o cheiro do teu perfume
Carente, procuro teu colo
Quero ouvir tuas histórias,
Lembrar de outrora
Pensamento voa...
Remonta tempos passados,
Em que a vida ainda era doce
Inocentemente doce...
sexta-feira, janeiro 13, 2006
Vento Deserto
Sou o vento,
Mas não um vento qualquer
Sou um vento solitário
Que vive a soprar,
Aqui, ali e também acolá
Não sigo caminho, nem tenho rumo
Soprando pelo mundo me sumo
Hoje aqui, amanhã em qualquer outro lugar
Voando sem parar
Sem destino, sem paradeiro...
Em minha jornada não há companheiro
Intangível, não posso ser tocado
Invisível, não posso ser visto
Por este motivo,
Quase sempre sou ignorado
Ando só, abandonado...
Vôo veloz, enfurecido
À busca de algo escondido
Fatigado de tanto procurar
Um dia minha missão cessará
Derrotado pelo acaso,
Ou terá sido apenas o meu fado?
Não fará diferença,
Pois não haverá volta
No fundo d'alma,
Restará apenas revolta
A revolta e o pesar
De saber que um dia estive tão perto
Mas por ser covarde e incerto
Transformei minha vida em um deserto.
Mas não um vento qualquer
Sou um vento solitário
Que vive a soprar,
Aqui, ali e também acolá
Não sigo caminho, nem tenho rumo
Soprando pelo mundo me sumo
Hoje aqui, amanhã em qualquer outro lugar
Voando sem parar
Sem destino, sem paradeiro...
Em minha jornada não há companheiro
Intangível, não posso ser tocado
Invisível, não posso ser visto
Por este motivo,
Quase sempre sou ignorado
Ando só, abandonado...
Vôo veloz, enfurecido
À busca de algo escondido
Fatigado de tanto procurar
Um dia minha missão cessará
Derrotado pelo acaso,
Ou terá sido apenas o meu fado?
Não fará diferença,
Pois não haverá volta
No fundo d'alma,
Restará apenas revolta
A revolta e o pesar
De saber que um dia estive tão perto
Mas por ser covarde e incerto
Transformei minha vida em um deserto.
quarta-feira, janeiro 11, 2006
Confusão
Pensamentos desnorteados
Sentimentos alvoroçados
Confusão predomina
Contamina meu âmago
Dói-me n’alma
Corrói meu cerne
Doido, prestes a surtar
Já não me controlo
Não mais me conheço
Frases nunca ditas!
Coisas nunca vistas!
Ações, emoções...
O mundo gira, mas se tudo passa,
Por que não me sai da mente?
Por que teimas em me ensandecer?
Palavras preciso ouvir
Voz do silêncio
Fantasma do passado recente (presente)
Agora ausente, somente na realidade
Espectro de afabilidade
Habita no meu peito
Alimentando-se da minha saudade
Meu tormento é um desalento
Causado pelo sofrimento
De um sonho que, insistentemente, eu sonho só.
Sentimentos alvoroçados
Confusão predomina
Contamina meu âmago
Dói-me n’alma
Corrói meu cerne
Doido, prestes a surtar
Já não me controlo
Não mais me conheço
Frases nunca ditas!
Coisas nunca vistas!
Ações, emoções...
O mundo gira, mas se tudo passa,
Por que não me sai da mente?
Por que teimas em me ensandecer?
Palavras preciso ouvir
Voz do silêncio
Fantasma do passado recente (presente)
Agora ausente, somente na realidade
Espectro de afabilidade
Habita no meu peito
Alimentando-se da minha saudade
Meu tormento é um desalento
Causado pelo sofrimento
De um sonho que, insistentemente, eu sonho só.
segunda-feira, dezembro 19, 2005
Dúvidas
Será que a verdadeira felicidade existe ou é apenas mais uma quimera, mais um sonho utópico de minha mente ensandecida?
Deverei contentar-me com o destino que me fora designado ou deverei forjá-lo a ferro e fogo, moldando-o conforme eu almeje?
Deverei aguardar até que chegue a minha hora de ser feliz ou deverei lutar, pelejar para construir este momento agora?
Deverei esperar, pacientemente, que a felicidade venha bater à minha porta ou deverei sair em demanda dela?
Deverei viver o presente sem futuro no amanhã ou deverei viver o amanhã sem esperança no presente?
Conseguirei, algum dia, encontrar a felicidade simples e inocente como outrora?
Conseguirei, algum dia, obter êxito nesta minha jornada insana ou serei mais um fracassado como tantos outros seres fúteis?
Tornar-me-ei ou tornei-me mais um ser frívolo, sem valia alguma, apenas tolerado e fadado ao esquecimento?
Tantas dúvidas, tantas variáveis, já não sei mais o que fazer.
Talvez a solução para tudo isto, como disse um velho poeta, seja morrer.
Deverei contentar-me com o destino que me fora designado ou deverei forjá-lo a ferro e fogo, moldando-o conforme eu almeje?
Deverei aguardar até que chegue a minha hora de ser feliz ou deverei lutar, pelejar para construir este momento agora?
Deverei esperar, pacientemente, que a felicidade venha bater à minha porta ou deverei sair em demanda dela?
Deverei viver o presente sem futuro no amanhã ou deverei viver o amanhã sem esperança no presente?
Conseguirei, algum dia, encontrar a felicidade simples e inocente como outrora?
Conseguirei, algum dia, obter êxito nesta minha jornada insana ou serei mais um fracassado como tantos outros seres fúteis?
Tornar-me-ei ou tornei-me mais um ser frívolo, sem valia alguma, apenas tolerado e fadado ao esquecimento?
Tantas dúvidas, tantas variáveis, já não sei mais o que fazer.
Talvez a solução para tudo isto, como disse um velho poeta, seja morrer.
domingo, dezembro 18, 2005
O que sobrou
Fim de ano chegando
Coração se despedaçando
Saudade aperta
Tento seguir minha meta
Difícil suportar
A todo momento sinto que vou pirar
Ensandecido, desvairado
Vou sumir para não ser mais encontrado
Escondido, esquecido e isolado
Talvez a razão retorne
Talvez eu até melhore
Agora minha mente voa
Dentro dela um som ecoa
Reconheço tão logo percebo
É o som do meu próprio pranto
Sem fé, sem amor, sem esperança...
Nada mais me resta
Senão as lembranças
Coração se despedaçando
Saudade aperta
Tento seguir minha meta
Difícil suportar
A todo momento sinto que vou pirar
Ensandecido, desvairado
Vou sumir para não ser mais encontrado
Escondido, esquecido e isolado
Talvez a razão retorne
Talvez eu até melhore
Agora minha mente voa
Dentro dela um som ecoa
Reconheço tão logo percebo
É o som do meu próprio pranto
Sem fé, sem amor, sem esperança...
Nada mais me resta
Senão as lembranças
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